domingo, 1 de dezembro de 2013

O que mais sofremos no mundo


O que mais sofremos no mundo –
Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.
Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.
... Não é a doença. É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria. É o orgulho ferido.
Não é a tentação. É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.
Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema,
o pior problema é a carga de aflições que criamos,
desenvolvemos e sustentamos contra nós

Espírito: ALBINO TEIXEIRA

Médium: Francisco Cândido Xavier

Oração do Perdão







Pai, quando eu for chamado para junto de Ti,
 quero partir com o coração aliviado de qualquer sentimento menor que possa reter-me ao vale de lágrimas onde me encontro hoje

Ah, Meu Deus, que nada do que já vivi e ainda vivo 

seja obstáculo à minha felicidade amanhã!...

Quando eu me for, 

quero alçar vôo como fazem as aves que planam livres por sobre as misérias humanas, e que não pousam no chão 
senão para buscar o alimento que as mantém fortes nas alturas!...

Quando meus olhos se cerrarem à ilusão da carne, 

é de minha vontade que eu me distancie do mundo com a leveza das almas experimentadas na forja das provas árduas, 
sem que o peso dos sentimentos menores impeça meu anseio de libertação!

Desejo, Pai, libertar-me, sendo fiel à Tua lei de amor e de perdão!
Eu compreendo que a Terra é a escola onde Tu nos prepara para a angelitude!...

Eu compreendo que o sofrimento é a lição que nos faz avançar para a glória ou estacionar na senda de novas e mais dolorosas provas!...
Eu compreendo que tudo é seleção: os laços, a estrada, os acontecimentos...
De minha atitudes colherei bem ou mal; com minhas decisões talharei o que serei amanhã.
Alegrias infinitas ou sofrimentos sem conta 

nascem unicamente de meus atos, a revelia do que os outros me fazem 
ou deixam de fazer...
Por isso, Pai, conduz meu pensamento de tal sorte que, 

quando chegar minha hora, 
nada do que vivi possa retardar-me o passo ou prender-me outra vez ao sombrio grilhão da dor.
De todos os momentos experimentados, que eu carregue comigo apenas aqueles que me proporcionaram coisas úteis e felizes.
     Que os infortúnios e mágoas do passado
 não sejam mais peso em meu coração, a impedir a realização
 dos mais ardentes anseios de felicidade e sublimação!...

As lágrimas que me fizeram verter - eu perdôo.
As dores e as decepções - eu perdôo.
As traições e mentiras - eu perdôo.
As calúnias e as intrigas - eu perdôo.
O ódio e a perseguição - eu perdôo.
Os golpes que me feriram - eu perdôo.
Os sonhos destruídos - eu perdôo.
As esperanças mortas - eu perdôo.
O desamor e a antipatia - eu perdôo.
A indiferença e a má vontade - eu perdôo.
A desconsideração dos amados - eu perdôo.
A cólera e os maus tratos - eu perdôo.
A negligência e o esquecimento - eu perdôo.
O mundo, com todo o seu mal - eu perdôo.

A partir de hoje proponho-me a perdoar porque a felicidade real é aquela que nasce do esquecimento de todas as faltas!...

No lugar da mágoa e do ressentimento, 

coloco a compreensão e o entendimento; 
no lugar da revolta, 
coloco a fé na Tua Sabedoria e Justiça; 
no lugar da dor, 
coloco o esquecimento de mim mesmo; 
no lugar do pranto 
coloco a certeza do riso e da esperança porvindoura;
 no lugar do desejo de vingança, 
coloco a imagem do Cordeiro imolado e o mais sublime dos perdões...

Só assim, Pai, se um dia eu tiver que retornar à carne, poderei me levantar forte e determinado sobre os meus pés e não obstante todos os sofrimentos que experimentar, 

serei naturalmente capaz de amar acima de todo desamor,
 de doar mesmo que despossuído de tudo, 
de fazer feliz aos que me rodearem, 
de honrar qualquer tarefa que me concederes, 
de trabalhar alegremente mesmo que em meio a todos impedimentos, 
de estender a mão ainda que em mais completa solidão e abandono, 
de secar lágrimas ainda que aos prantos,
 de acreditar mesmo que desacreditado, 
e de transformar tudo em volta pela força de minha vontade, 
porque só o perdão rasga os véus sombrios do ressentimento e da revolta, frutos infelizes do egoísmo e do orgulho, 
libertando meu coração no rumo do bem e da paz, 
do amor verdadeiro e da felicidade eterna!

Assim seja!


Oração de São Francisco

 

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvida, que eu leve a fé
Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz


Ó mestre, fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado
Compreender, que ser compreendido
Amar, que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive para a vida eterna

ORAÇÃO NOSSA...





                                               
Senhor, ensina-nos: 
a orar sem esquecer o trabalho;
a dar sem olhar a quem;
a servir sem perguntar até quando;
a sofrer sem magoar seja a quem for;
a progredir sem perder a simplicidade;
a semear o bem sem pensar nos resultados;
a desculpar sem condições;
a marchar para frente sem contar os obstáculos;
a ver sem malícia;
a escutar sem corromper os assuntos;
a falar sem ferir;
a compreender o próximo sem exigir entendimento;
a respeitar os semelhantes, sem reclamar consideração;
a dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxa de reconhecimento.
Senhor, fortalece em nós a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas próprias dificuldades.
Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo que não desejamos para nós.
Auxilia-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será invariavelmente, aquela de cumprir-te os desígnios onde e como queiras, hoje agora e sempre.

                                                                           Emmanuel 
                                                                                        (Psicografada por Chico Xavier)